sábado, 30 de abril de 2011


Ministra diz que Dilma não vetará pontos do novo Código Florestal

"Em nenhum momento eu comentei qualquer questão sobre veto."

sexta, 29 de abril de 2011
 A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, negou nesta sexta-feira (29) que o governo federal tenha decidido vetar pontos polêmicos do projeto do novo Código Florestal. Ela desmentiu informação dada ontem (28) pelo secretário do Ambiente do estado do Rio, o ex-ministro Carlos Minc. O texto do Código Florestal deve ser votado na próxima semana, na Câmara dos Deputados.

"Quero deixar claro: estamos negociando com o Congresso. Não estou discutindo o veto, estamos discutimos convergência", afirmou a ministra na reunião sobre a Conferência Rio+20 (que marcará os 20 anos da Eco-92), na capital fluminense. Ela foi perguntada sobre a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff vetar a anistia a desmatadores ilegais e a redução do tamanho das áreas de proteção permanente (APP).

De acordo com Izabella Teixeira, a proposta do governo, enviada na semana passada para os legisladores, trata da regularização ambiental e da inclusão da classe produtiva agrícola na proteção do meio ambiente. "Em nenhum momento eu comentei qualquer questão sobre veto. Comentei sobre a regularização ambiental e estou confiante na proposta que temos", completou.

Embora tenha evitado comentar possíveis vetos da presidente Dilma Rousseff, a ministra já tinha dado declarações no Fórum Econômico da América Latina de que o governo não pensa em desistir das punições a quem desmatou, com anistia de multas aplicadas no passado.
Fonte: Agência Brasil, adaptado por Painel Florestal
Casavecchia, B.H.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O GRANDE GUANANDI - parte II


COMENTÁRIOS
Quem conhece os altos e baixos das atividades agropecuárias sabe: pela crescente escassez, as duas únicas atividades seguros para investir, onde nunca haverá a mínima possibilidade de surgir competidores que derrubem os preços dos produtos, são os setores de ÁGUA E MADEIRAS NOBRE (DE LEI).
Receita Liquida para modulo de 5 hectares = R$  6.352.128,00. As despesas totais no valor de R$ 47.872,00, divididas pelos 18,5 anos, representam um investimento anual de R$ 2.587,68 / 5 hectares. (ver planilha abaixo).
Mais vendas dos subprodutos: da madeira de menor diâmetro que vai sendo desbastada (molduras, painéis decorativos, artesanatos, barris de vinho, etc); das sementes, folhas e galhos das podas para industrias farmacêuticas; das sementes, para reprodução a partir do 5º ano. 
Do livro de Carvalho (pág.127): "Madeira largamente plantada em outros paises onde substitui o mogno e o cedro."

Moral da história: Este projeto agrega valor à sua terra pelo plantio da mata nobre. Quero dizer que, na hipótese de venda da terra, ela valerá  mais com a madeira em cima (valor agregado). Será mais atrativa e valorizada.
Cultivando tecnicamente, uma tora de eucalipto (para industria moveleira) leva 18,5 anos para se formar. O Guanandi também leva o mesmo tempo. Vai depender do capricho, tratos, adubação,etc., para crescer mais rápido.
Do livro de H. Lorenzi (pág. 116)........."É a primeira madeira de lei do país (lei de 7 de janeiro de 1835 do Governo Imperial)"

Desde 2004, fomentamos e orientamos plantios em mais de 1.000 propriedades desde o Amazonas até o Rio Grande do Sul.(REFLORESTAR)

A Floresta nativa plantada, pode ser cortada. Ver  Artigo 12 do Código Florestal - Lei Federal 4.771 / 1965.
De todas as nativas, é a mais resistente em terrenos alagadiços, embora vá muito bem em solos pobres e secos.
O modo de plantar é igual ao eucalipto e pinus. Difere que a madeira do Guanandi vale 100 vezes mais que a do eucalipto e pinus.



Receita / Despesas - Planilhas - Modulo 5 hectares
1 - DESPESAS:
1.1 - Plantio (0 a 1 ano):
A) Mão de obra
  R$
1 - Plantio das 7.500 mudas 760,00
2 - Capinas 240,00
3 - Aplicação herbicidas 120,00
4 - Aplicação formicidas 100,00
5 - Aplicação adubação cobertura 120,00
B) Insumos  
1 - Mudas-7.500 ( se optar por sementes este item se reduz a 1/3 do valor) 18.750,00
2 - Adubação plantio 2.250,00
3 - Isca formicida 1.125,00
4 - Adubação de cobertura 1.200,00
5 - Herbicida ( Roundup) 300,00
6 - Seguro contra sinistros ( 1% do custo de implantação ) 212,00
C) Total do plantio ( 0 a 1 ano )   25.177,00
1.2 - Manutenção ( 2 ao 5 anos ):
A) Mão de obra
  R$
1 - Capinas 960,0
2 - Herbicida 480,00
3 - Aplicação adubação cobertura 480,00
4 - Desrama ( poda de eliminação de galhos ) 1.000,00
B) Insumos  
1 - Herbicida ( Roundup ) 1.200,00
2 - Adubação de cobertura 4.800,00
C) Total da manutenção  ( 1 ao 5 anos  )   8.920,0
1.3 - Manutenção ( 6 aos 10 anos ):
A) Mão de obra
  R$
2 - Desrama ( poda de eliminação de galhos )
1.250,00
3 - Desbaste de 2.500 plantas em torno do  6 º ano
2.000,00
4 - Manutenção de aceiros contra fogo
1.200,00
5 - Coleta de sementes (*)
2.000,00
C) Total da manutenção  ( 5 ao 10 anos  )  
6.450,00
1.4 - Desbaste de 2.500 plantas aos 10 anos:
Por conta do comprador da madeira
1.5 - Manutenção ( 10 aos 18,5 anos ):
A) Mão de obra
  R$
2 - Desrama ( poda de  eliminação de galhos )
2.125,00
3 - Corte final
Por conta do comprador
4 - Manutenção de aceiros contra fogo
1.200,00
5 - Coleta de sementes (*)
4.000,00
C) Total da manutenção  (10 ao 18,5 anos  )  
7.325,00
1.6 – Total das Despesas:
R$ 25.177,00 ( item 1.1 ) + R$ 8.920,00 ( item 1.2 ) + R$ 6.450,00 ( item 1.3) + R$ 7.325,00 ( item 1.5) = R$ 47.872,00
Obs: Essa despesa de R$ 47.872,00 dividida pelos 18,5 anos, representa um investimento anual de R$ 2.587,68 / 5 hectares.


____________________________________________________________________
2 - RECEITA BRUTA:
2.1 - De Sementes :

  R$
Do 6º ao 10º ano : 16.000.000  sementes x R$ 0,05 / semente 
800.000,00
Do 11º ao 18º ano: 32.000.000 sementes x R$ 0,05 / semente
1.600.000,00
Total de renda com as sementes até os 18 anos.  
2.400.000,00
2.2 - Da Madeira:

  R$
No 6º ano
Só para lenha
No 10º ano  (desbaste 2.500 plantas = 1000 m3 x R$ 500,00/ m3)
500.000,00
No 18,5 anos (2.500 plantas x 0,7m3/planta = 1.750 m3 x R$ 2.000,00 / m3)
3.500.000,00
Total de renda da madeira  até os 18 anos.  
4.000.000,00
OBS.: Essa receita da madeira (R$ 4.000.000,00) é para o caso de você próprio processar toda a cadeia (corte/transporte/serragem em pranchas/secagem). Esse valor se reduzirá à metade (R$ 2.000.000,00) se você vender a madeira em pé.
2.3 Total das Receitas: R$ 2.400.000,00 (sementes) + R$ 4.000.000,00 (madeira) = R$ 6.400.000,00.
3 - RECEITA LIQUIDA: = R$ 6.400.000,00 -  R$ 47.872,00 = R$ 6.352.128,00
OBS.: Os cálculos acima foram efetuados a valores presentes (de hoje).  Para efeito de projeções futuras para o ciclo dos 18.5 anos da cultura, pode-se considerar aumento médio anual de 5%/ano, tanto nas despesas como nas receitas. 




FONTE: http://www.reflorestar.com.br/
Victor A.H.F. dos Santos

quarta-feira, 27 de abril de 2011

AOS MESTRES

Esta postagem é em apoio ao movimento dos técnicos e professores da UFMT-SINOP, que dedicam os seus dias a nossa educação


Esperamos que um dia a educação no Brasil seja levada a sério e tenha como meta excelência e qualidade.


AOS  MESTRES  DO BRASIL 


NÚCLEO DE ESTUDOS FLORESTAIS

NEF Seleciona!


O Núcleo de Estudos de Florestais (NEF), entidade civil, apartidária, sem fins lucrativos, é órgão destinado a congregar profissionais e estudantes na área de Engenharia Florestal, tendo por finalidade promover cursos, palestras, debates, pesquisas relacionadas e demais eventos que possam contribuir para a elevação dos conhecimentos desta área, seleciona membros interessados em participar neste semestre! Datas propostas e maiores informações vide Edital.

Pré inscrição no e-mail:  nef@florestal.eng.br deverá conter apenas nome completo e RGA e estará aberta do dia 27 até ao meio-dia do dia 29 de abril de 2011.

terça-feira, 26 de abril de 2011

“Código Florestal é porta de entrada para ruralistas destruírem mais leis”

20/04/2011 17:16:38


Vinícius Mansur, Brasil de Fato
Em junho de 2010, a Comissão Especial sobre Mudanças no Código Florestal aprovou o relatório do deputado federal Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Com as eleições batendo à porta, o governo segurou a votação do relatório pelo plenário da Câmara, temendo um desgaste eleitoral – especialmente pelo fator Marina Silva (PV). A então candidata Dilma Rousseff assumiu o compromisso de vetar qualquer mudança que autorizasse novos desmatamentos.
Passada as eleições, a bancada ruralista tensionou a disputa, aprovou um pedido de urgência e tentou, até a última sessão de 2010, colocar o relatório em votação. Apesar de fracassarem, o debate acerca do Código impactou fortemente as articulações para a presidência da Câmara. O atual presidente da casa Marco Maia (PT-RS), ganhou apoio da forte bancada ruralista prometendo a votação até fevereiro. O difícil consenso dentro do governo e sua base, especialmente entre os ministérios de Meio Ambiente e Agricultura, travaram o avanço da pauta e, como alternativa, Maia criou, em março, uma Câmara de Negociação que, até então, pouco caminhou.
No dia 5 de abril, entidades do lobby ruralista, infelizes com a demora nos bastidores, financiaram um evento milionário em Brasília, trazendo milhares de pessoas para defender o relatório de Rebelo. Tentaram demonstrar força ao Palácio do Planalto e dar um verniz popular ao projeto. No dia 7 de abril, outra mobilização, esta em oposição ao projeto, convocada por movimentos do campo e ambientalistas, ocupou a Esplanada. Para avaliar o estágio atual da disputa em torno do Código, o Brasil de Fatoentrevistou o mestre em Agroecologia pela UFSC e dirigente do MST, Luis Zarref.
Brasil de Fato – O que esperar dessa Câmara de Negociação?
Luiz Zarref – A Câmara de Negociação não é regimental, nunca tinha acontecido em nenhuma outra votação da Câmara. Inicialmente tinha uma conjuntura boa, com quatro ruralistas e quatro ambientalistas. Hoje são seis de cada lado e mais dois representantes da liderança do governo e dois da minoria. No início, a Câmara ficou cerca de um mês e meio sem fazer nada. Com a pressão nessas últimas semanas, o governo se movimentou mais e o espaço começou a funcionar. Mas, ainda não se tem claro qual é o papel dessa Câmara. Foram três reuniões e todas só serviram para deliberar sobre o recebimento de notas técnicas. Não se sabe se a Câmara servirá só para listar os pontos divergentes ou se serão feitas emendas ao relatório do Aldo Rebelo.
O evento milionário organizado pelos ruralistas fez a balança das negociações pender para o lado deles?
O tiro saiu pela culatra. Eles queriam trazer essa mobilização e garantir a votação, só que não contavam com a morte do[ex-vice-presidente] José Alencar, que atrasou a pauta em uma semana. Também não contavam que o PT ficaria firme. O Paulo Teixeira [líder do PT na Câmara] disse que o PT não fechará acordo enquanto a proposta do governo não chegar. Já o Marco Maia disse que o texto só entra em votação quando a Câmara de Negociação terminar os trabalhos. Entretanto, mesmo que não tenham alcançado o impacto esperado, o peso que eles jogaram nesta mobilização, a maior que eles já fizeram, demonstra o interesse deles nessa pauta.
O que explica tamanho interesse?
Na nossa leitura, o Código é a porta de entrada para os ruralistas iniciarem a destruição das leis agrárias e ambientais, aquilo que lá em 2009 a Abag [Associação Brasileira do Agronegócio] definiu como prioridade: rever todas as leis do setor para garantir “segurança jurídica”. Na realidade, a segurança jurídica significa limpar toda a sujeira que fizeram até agora, passar uma borracha no desmatamento, no uso irregular de agrotóxicos e de transgênicos, entre outras. Além de permitir o avanço da propriedade privada e do lucro dos ruralistas. O Código Florestal tem um apelo muito grande na sociedade urbana. Se eles o destroem, dão uma sinalização de poder muito grande. As outras pautas, que não estão na sociedade, seriam derrubadas com muito mais facilidade. Quem é que vai defender o Estatuto da Terra, a Política Nacional de Meio Ambiente, o Sistema Nacional de Unidades de Conservação, a Lei de Águas, ou Código de Águas, sobre recursos hídricos? Está em jogo uma demarcação na guerra de posição muito importante para eles, porque o Código é uma lei que historicamente eles tentam destruir e ainda não conseguiram.
O Código Florestal lhe parece uma legislação adequada?
Ele já é fruto de uma avaliação de algo que não deu certo, o Código de 1934. Ele surge em 1965 e, apesar de aprovado no primeiro ano da ditadura, foi concebido em um ambiente progressista. Uma sociedade que não discutia meio ambiente sem discutir questão agrária. E ele é discutido em cima de uma disputa mundial entre socialismo e capitalismo. Então, havia uma tendência de se discutir a função social da propriedade. O Código criou a figura da Reserva Legal (RL), que não existia em lugar nenhum do mundo e que recentemente criaram no Paraguai. Com a RL, uma parcela da propriedade privada tem que ser destinada ao interesse público. O primeiro artigo do Código Florestal diz que “as florestas são bem de interesse comum da sociedade brasileira”. Ou seja, estão acima dos interesses privados. Poderíamos ter adotado o ambientalismo conservador, que foi adotado depois da década de 70 pela ditadura, que era o modelo dos EUA, do parque Yellowstone. Ou seja, tirar a área da propriedade privada, isolá-la dos seres humanos e pronto. Porém, nosso Código traz para dentro da propriedade privada uma imposição da sociedade brasileira: uma parcela daquela propriedade deve ser utilizada sustentavelmente. Ele já colocava o conceito sustentável, um discurso bem avançado para época.
De que maneira as mudanças propostas por Aldo Rebelo prejudicam a agricultura de menor porte e beneficiam o agronegócio?
O agronegócio artificializa o meio ambiente. Ele mexe com a terra toda, usa o pacote da revolução verde, degrada e depois de 10 anos vai embora para outra região. Não é à toa que agora estamos vendo a expansão da fronteira agrícola no Maranhão, Piauí e Tocantins, um pouco da Bahia também. Destruíram as terras do Sul, destruíram as terras na região Centro-Oeste e na fronteira com a Amazônia e agora estão indo para esta outra área que se estima ter 30 a 40 milhões de hectares. O agronegócio tem essa relação ecossistêmica de destruição. A agricultura camponesa não. Se você tira a RL dessas propriedades, diminui-se a Área de Preservação Permanente (APP), se você não trabalha com a recuperação dessas áreas, no médio prazo, esses agricultores terão suas terras inviabilizadas. A RL é interessante naquele microclima, naquele microespaço, porque ela impacta na polinização de várias culturas, impacta sobre predadores naturais, então veremos um aumento dos índices de pragas, ela impacta na adubação da terra, impacta no fornecimento de água, muda o clima daquele espaço, impacta no agricultor que terá que comprar madeira para qualquer coisa que queira fazer.
O relatório do Aldo não aponta para o centro da questão: o problema não é a lei, mas a falta de regulamentação e implementação por parte do Estado brasileiro. Se você for ao campo, verá que os agricultores têm o seu pedaço de floresta. Dali ele tira as plantas medicinais, as ferramentas, os palanques para os galpões, ele gosta de ver aquilo. O que ele não gosta é da polícia ambiental ir fazer repressão. Faltam recursos para o agricultor recuperar as áreas que ele tem de passivo. E mesmo que o projeto do Aldo libere propriedades com menos de quatro módulos fiscais das RLs, as APPs terão que ser recuperadas. De onde que ele vai tirar esse dinheiro? Não tem nada no relatório prevendo isso.
E o que explica a adesão de entidades da agricultura familiar a este projeto?
A Contag está indo para o discurso imediato, reacionário, que só leva ao fracasso da agricultura familiar, um desserviço histórico. Para a agricultura familiar, a solução é de longo prazo. Porque é quem tem relação com a terra. Para o agronegócio há solução imediata, porque daqui a dez anos, eles fazem um tratoraço e vem limpar as lambanças deles de novo. A agricultura familiar não, mesmo que se mude a lei, as terras vão ficar inviabilizadas. A Contag renegou o debate político com a sua base. Preferiu se submeter a pressão do imediatismo. Há também uma disputa interna na Contag, entre as federações que tem ligação com PT e CUT e federações que tem ligação com o PCdoB e CTB. Então, muito provavelmente houve uma ingerência do PCdoB dentro da Contag para pressioná-los. O pior é que nem emendas ao relatório fizeram, basicamente aderiram, sem enfrentamentos com o agronegócio.
Reforçaram a polarização benéfica aos ruralistas dos produtores versus ambientalistas?
Isso. Essa posição deles é funcional ao agronegócio. Diferente da década de 80 e 90, nessa primeira década do século XXI há a hegemonia do agronegócio, que conseguiu passar por propaganda que é ele quem produz para o Brasil. E nessa disputa do Código, eles usaram dessa imagem para dizer que quem quer as mudanças são os verdadeiros produtores, quem não quer são os ambientalistas, que ganham muito bem e não tem nada a ver com quem produz no campo. E a mídia comprou muito isso. Porque os movimentos sociais como a Fetraf, o MST, o MPA, a Via Campesina e outros vêm discutindo o tema, mas suas posições não ganham a mesma reverberação. Não aparece que os pequenos agricultores estão de um lado e os grandes de outro, que nós somos produtores e temos uma posição diferente. Somente produtores versus ambientalistas.
Quais os próximos passos dessa luta?
Intensificar o debate na sociedade e pressionar o governo para tirar uma posição que altere a correlação de forças. O indicativo do presidente da Câmara é que a votação vá para maio, depois de finalizado os trabalhos da Câmara de Negociação. Mas dificilmente haverá votação sem indicação clara do governo
Fonte: Mercado Ético
Postagem: Maquelle N. Garcia

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Até Quando Impunidade?

- Artigo de Opinião


Até Quando Impunidade?
Prorrogação de decreto em benefício de quem está na ilegalidade.


A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse dia 20/04/2011 que, se for necessário, o governo poderá prorrogar, até a aprovação do novo Código Florestal no Congresso, a data estabelecida pelo Decreto 7029 para averbação da localização ou compensação das áreas de reserva legal nas propriedades rurais. O prazo expira em 11 de junho .
A ministra esquece que o decreto 7029 foi uma protelação do decreto 6514, decreto este que regulamentava as leis de crimes ambientais, um dia antes deste decreto ser vigente institui-se o programa "Mais ambiente" (decreto 7029) que prolongava por mais 3 anos a adesão no programa, ou seja para o proprietário rural fazer sua regularização ambiental.
É no mínimo irônico pois já se passaram 4 anos desde a criação de decretos que regulamentam crimes ambientais e apuram as infrações, e a ministra vai esperar aprovar o novo código Florestal (que se fundamentam em proposta de deputados, alguns dos quais até já foram multados pelo IBAMA como por exemplo Ivo Cassol (PP-RO) entre muitos outros deputados e senadores).
E não é dizer que o MMA(Ministério do Meio Ambiente)não ofereceu programa de apoio e incentivo ao proprietário rural, temos como exemplo o PPG7 (PROMANEJO), outro bom exemplo é PNF (Programa Nacional de Florestas) que visa promover o desenvolvimento conciliando o uso com a conservação dos recursos florestais que inclui o CAR. Não que eu seja ambientalista, mas isso está ficando ridículo! Primeiro uma proposta descabida de alteração do código florestal, que o objetivo principal é a anistia política, depois o apoio da Ministra do Meio Ambiente para prorrogação de decretos que regulamenta e pune crimes ambientais. Se o ministério do meio ambiente não cumpre com o que ele mesmo fomenta para meio ambiente, realmente acho melhor deixarmos a democracia pra lá e aderimos à anarquia.

Digo ainda que isso é um descaso total com a população que pouco sabe sobre legislação ambiental!


Confira a lista de deputados e senadores que já receberam multa do IBAMA e que serão beneficiados pela mudança do código florestal aqui: http://migre.me/4lcT9


Acompanhe o blog e saiba um pouco mais sobre legislação ambiental!

Por Maquelle Neves Garcia
Acadêmica de Engenharia Florestal

domingo, 24 de abril de 2011

Governo cede para aprovar Código

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse ontem que, se for necessário, o governo poderá prorrogar, até a aprovação do novo Código Florestal no Congresso, a data estabelecida pelo Decreto 7029 para averbação da localização ou compensação das áreas de reserva legal nas propriedades rurais. O prazo expira em 11 de junho e, pela regra atual, quem não cumprir a exigência estará sujeito a multa e não terá acesso a crédito no plano safra 2011/12.
Sérgio Bueno | De Porto Alegre
20/04/2011